que tem o nome de um cachorro
não sei falar o nome dele
e não vou brigar comigo
é a mais pura loucura
às vezes eu brigo comigo
se não eu vou para muito longe
porque dá um trabalho danado voltar
ir é muito fácil
mas voltar dói
a não ser para o ninho
O blogue – Comer e Saber – apresenta-se com o intuito de exterminar amarras. Impera-se em três rubricas: Sustento da Alma; Café com Letras; Gastronomia e Culinária, como ferramentas de promoção e fomentação de liberdades e pluralidades. Movimenta-se na consciencialização da noção de direito às criatividades, no débito da conjugação dos intrínsecos conceitos de SABER (enquanto fonte de SABOR) e o de SABER (enquanto fonte de CONHECIMENTO).

Acorda doida!
Mergulhei o pensamento e rodou, rodou de frente e comecei a alimentar-me do sol.
Estais a comer fogo?
Não, é um óleo que sol libera e nós precisamos dele. Só que é tão delicado que mal senti o sabor, o cérebro organizou para mim e pensei ser um óleo bem delicado com um sabor leve a enxofre, com um toque, mais leve ainda, a fumaça. É tão bom comer sol, não caímos. Vamos até a um lugar onde escutamos o som do cérebro a explodir, explodir não, a estrelar, gosto desta paz.
Nem pareces Brasileira Doida, até pareces uma pessoa nórdica.
Realmente o silêncio da Europa é bom, traz-nos conforto e proteção.
O barulho é sinónimo da falta do eu, parecendo uns loucos substituindo o eu por uma coluna de som no último grau do volume. É tão pobre esta cena.
Gosto tanto das cobras indo para o seu canto depois de se alimentarem. As formigas têm um requinte de organização tao perfeito que me alucina, levando-me até um formigueiro.
Estais a falar a sério, doida, ou é o sol de que tu te alimentas que faz isto?
Pensa antes algo bonito. Será que é o acúmulo deste óleo do sol que nos faz pensar?